O agronegócio mundial vive uma transformação sem precedentes em 2025, e o protagonista dessa mudança é o monitoramento de safras em tempo real. Essa revolução é impulsionada pelo uso inteligente de sistemas de inteligência artificial (IA) que fundem dados de satélites, drones e uma rede de sensores em campo. O resultado é uma análise detalhada e preditiva das plantações, realizada de forma automática, precisa e, o mais importante, antecipada.
Imagine ter um agrônomo digital vigiando cada planta da sua lavoura, 24 horas por dia. É essencialmente isso que o monitoramento em tempo real com IA faz. Ele acompanha o desenvolvimento das culturas dia a dia, utilizando um arsenal tecnológico para detectar qualquer variação ou anomalia no momento exato em que ela surge. Com a IA, esse processo atinge um nível de sofisticação nunca antes visto:
Ao combinar e analisar esses dados em uma única plataforma, a IA consegue detectar padrões que seriam impossíveis para o olho humano. O agricultor recebe alertas instantâneos em seu smartphone ou tablet, com o diagnóstico e a localização exata do problema, permitindo uma ação rápida e cirúrgrica, muitas vezes antes mesmo que os primeiros sintomas visuais se manifestem na cultura.
A adoção dessa tecnologia se traduz em vantagens competitivas concretas para o produtor:
Essa revolução não é restrita a laboratórios ou fazendas experimentais. Em 2025, a tecnologia já está em plena operação:
Como aponta o Fórum Econômico Mundial, o monitoramento por IA é crucial para “aumentar a produtividade, reduzir o desperdício e tornar a agricultura mais adaptável e resiliente frente aos desafios climáticos e de mercado”.
Em 2025, os sistemas de IA para monitoramento de safra deixaram de ser uma promessa para se tornarem uma ferramenta essencial e acessível em fazendas de diferentes portes ao redor do mundo. A integração de dados de satélite, drones e sensores ao dia a dia do campo não é mais um luxo, mas uma necessidade competitiva. Ela garante ao produtor uma agricultura mais inteligente, rentável e sustentável, preparando o agronegócio para os desafios e as oportunidades do futuro.
A segunda safra de milho no Brasil segue em ritmo avançado de colheita e deve alcançar produção recorde de 123,3 milhões de toneladas, segundo levantamento do Rally da Safra, da Agroconsult. O volume representa um crescimento de 19,5% em relação à temporada 2023/24. Considerada por especialistas como a “mãe de todas as safrinhas”, a atual temporada reforça lições importantes para o futuro da agricultura no país, com destaque para a eficiência climática e o uso de tecnologias no campo.
Apesar do atraso no plantio da soja no início do ano, que empurrou o calendário da safrinha, a ocorrência de chuvas em abril e maio foi fundamental para o bom desempenho das lavouras. A produtividade média nacional chegou a 113,8 sacas por hectare, um avanço de 13,1% frente ao ciclo anterior, enquanto o aumento da área plantada foi de 5,9%. Para Douglas Leme, gerente de Marketing e Cultivos para Milho da BASF, o resultado demonstra a coragem dos agricultores e o papel central das tecnologias agrícolas nesse cenário.
A sanidade das lavouras também foi acompanhada de perto pela Agroconsult. Pragas como lagarta-do-cartucho e da espiga foram predominantes, com incidência em até 79% das lavouras no médio norte do Mato Grosso. Já a cigarrinha apareceu em até 47% das propriedades no sul do Mato Grosso do Sul. Para enfrentar esses desafios, Leme reforça a necessidade de manejo preventivo e controle no início do cultivo, evitando perdas severas causadas por pragas e doenças.
Entre as ferramentas adotadas, destaca-se o novo inseticida Efficon®, lançado pela BASF. A inovação atua com efeito imediato de paralisação das pragas e ação prolongada, sendo eficaz no controle da cigarrinha-do-milho e pulgões. Com base no ingrediente ativo exclusivo dimpropiridaz, a solução representa um avanço no controle químico, como aponta o produtor Onivaldo Dante Jr., de Cambé (PR), que relata expectativa de dobrar a eficiência no manejo com o produto.